sábado, 13 de novembro de 2010

Perícia

A perícia para mim é uma das coisas mais fantásticas. Ela representa a capacidade do homem, de percepção, de determinação e de prestar atenção nos mínimos detalhes.
Estava vendo um programa ontem, na verdade uma série, que mostrava casos sobre a perícia. Houve um assassinato, a mulher estava dormindo e o assassino arrombou a porta. A mulher ouviu, pegou o telefone e correu para o banheiro. Ligou para a polícia, e enquanto estava falando, o assassino entrou no banheiro e matou-a, com a mulher ainda na linha. Depois fugiu, antes de a polícia chegar.

Então, veio o trabalho da perícia. Analisou a casa inteira, mas não encontrou digitais, apenas uma, que estava borrada e não dava para saber de quem era. Então, analisaram os vidros estraçalhados no chão, e analisaram os pedaços. A partir das marcas da sola do tênis, souberam que era um tênis esportivo. E souberam a marca do tênis, através de um programa no computador, com as marcas das solas de todos os tênis fabricados, de todas as marcas!

Então, com o propósito de que a maioria dos crimes são cometidos perto da casa do criminoso, a polícia verificou a área, e dias depois prendeu um homem com a mesma marca de tênis da que havia pisado nos vidros da casa do assassinato. Caso resolvido? Não. A perícia entrou em ação de novo: todo tênis, com o tempo, vai se desgastando, até chegar a um ponto em que hajam marcas únicas, que diferenciam ele de qualquer outro tênis, mesmo da mesma marca. Após uma exaustiva análise, a perícia chegou a conclusão de que não era o mesmo tênis.

Depois de 4 meses, o caso parecia se tornar mais um dos casos arquivados, a polícia recebeu uma carta de um preso, contando que sabia quem era o assassino. A polícia primeiramente achou que ele estava blefando, mas ele dava detalhes precisos que não foram publicamente disponibilizados, como o tipo da arma usada. A polícia investigou, e fizeram um acordo, prendendo mais um suspeito.

Ele foi interrogado, mas negou que tinha cometido o assassinato. O único jeito de saber se era ele ou não, era pelo tênis. Descobriram que a mãe do suspeito tinha levado seus pertences para sua casa. Vasculharam a casa e acharam o tênis.

Mais uma vez, a perícia é acionada, entrando em ação. Após a análise, a perícia concluiu que o tênis havia as mesmas marcas, se comparado as marcas extraídas do vidro da casa da mulher que foi morta. Após interrogado novamente, a polícia pressionou-o dizendo que já tinha as provas de que foi ele. Então, ele não teve outra saída a não ser confessar o crime.

Esse é apenas um caso, um bom exemplo de como a perícia é fundamental e extraordinária. Sem ela, a maioria dos crimes ficariam sem solução, esperando para que a justiça fosse feita.

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